As duas faces da IA: aceleradora da abundância ou do tecnofeudalismo?

IA pode ser talvez a maior invenção da história da humanidade. Porém, ela também pode ser o catalizador de uma centralização de poder nas mãos de uma elite tecnocrática que poderá nos levar a uma nova era de castas sociais, e colapso ambiental. Como equilibrar os dois extremos das expectativas que a IA pode nos trazer?
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Lucas Girard
Elecronica
Arquiteto urbanista, formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). É mestre pela mesma instituição, onde conduziu uma pesquisa sobre as relações entre infraestruturas digitais, organização espacial e comportamento social. Foi bolsista no Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia – CEST – no Instituto de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP, onde pesquisou os impactos urbanos e ambientais das antenas 5G. Foi fundador do coletivo de arquitetura 23SUL, que recebeu o prêmio “”New Practices”” em 2010 e foi finalista do concurso Urban Age Awards.  Foi coordenador do grupo de estudos Cenários Urbanos Futuros, ligado ao RITE-FAUUSP. É palestrante e consultor em inovação urbana com foco em regeneração ambiental. Atuou na construção de políticas públicas de Cidades Inteligentes com a agência alemã GIZ e também desenvolveu pesquisas sobre eletromobilidade. É líder de inovação urbana e inteligência de dados do Lellolab –  laboratório da vida em comum – onde investiga impactos ambientais e ciclo de vida das habitações verticais produzidas pelo mercado.
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Dino Siwek
Terra Adentro / Coletivo GTDF
Antropólogo, educador e pesquisador. Atua na intersecção entre justiça climática, violência sistêmica e os impactos do colonialismo nos colapsos sociais e ecológicos. Atualmente participa de uma pesquisa experimental sobre o uso não extrativista da inteligência artificial como aliada em lutas por justiça climática. É integrante do projeto Terra Adentro e do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais.
Foto Caio Vassão 2024 - Caio Vassão
Caio Vassão
Bootstrap
Arquiteto, urbanista, educador, pesquisador, consultor e ativista. Graduado e doutor pela FAUUSP, pesquisa as complexas relações entre cidades, alta tecnologia, desafios sócio-ambientais e processos colaborativos há mais de 30 anos. Palestrante internacional e professor em numerosos programas de graduação e pós-graduação, desenvolveu o Metadesign, metodologia para projetos de alta complexidade, colaboração, inovação e transformação cultural, sobre o qual publicou um livro, hoje referência no meio acadêmico e em inovação. Aplica o Metadesign em numerosos projetos, do urbanismo à educação, tecnologia e políticas públicas, sustentabilidade e modelos urbanos regenerativos. Das instituições e empresas com quem trabalhou e prestou consultoria figuram: Senac São Paulo, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, ANBIMA, BID, Centro Sebrae de Sustentabilidade, GIZ, Ministério da Gestão e Inovação, Ministério do Desenvolvimento Regional, Suzano, Pacto Global, FGV, dentre outras. É sócio-fundador do Movements e da Bootstrap.

As duas faces da IA: aceleradora da abundância ou do tecnofeudalismo?

IA pode ser talvez a maior invenção da história da humanidade. Porém, ela também pode ser o catalizador de uma centralização de poder nas mãos de uma elite tecnocrática que poderá nos levar a uma nova era de castas sociais, e colapso ambiental. Como equilibrar os dois extremos das expectativas que a IA pode nos trazer?