Sonhar é pra quem pode? O valor e o sentimento por trás do sonho no Brasil

O ato de sonhar, especialmente em um contexto de intensa desigualdade e instabilidade, é um tema central nesta conversa. Questionando se o sonho é um privilégio acessível apenas a poucos ou um motor indispensável para a transformação individual e coletiva, serão trazidas experiências em mobilizar comunidades ao redor de narrativas de futuro. O painel debaterá como a capacidade de imaginar e planejar futuros melhores é crucial para superar ciclos de pobreza e desesperança, explorando metodologias que democratizam a ambição e o planejamento. A discussão irá além da inspiração superficial, focando em como o sonho pode ser traduzido em ação prática, ativismo e inovação social, posicionando a imaginação não como uma fuga da realidade, mas sim como a mais urgente e necessária ferramenta de mudança estrutural no cenário brasileiro.
24/10
Foto por Patricia Cançado - Camila Colacicco Holpert
Camila Holpert
Studio Ideias/Bora Sonhar
Psicanalista e pesquisadora, é fundadora do Studio Ideias, onde há duas décadas ajuda a transformar insights culturais em estratégias que criam conexões autênticas entre marcas e pessoas — no Brasil e no mundo. Co-criadora de Cosmo, uma avançada ferramenta de cultural analytics baseada em IA, é responsável por sua análise de impacto cultural. Palestrante em eventos como Festival Path, Wired Festival e World Creativity Day, liderou estudos como O Valor do Feminino (Molico) e Bares Sem Assédio (Johnnie Walker), fortalecendo debates essenciais sobre cultura e sociedade. Com formação em Comunicação Social (ESPM), pós-graduação em Semiótica Psicanalítica (PUC-SP) e psicanálise (Sedes Sapientiae), concluiu o programa Applied Compassion Training no CCARE, da Universidade de Stanford, integrando compaixão e estratégia para um futuro mais sensível. É cofundadora do Bora Sonhar.
Tatiana Lemos
Tatiana Lemos de Lemos
Tatiana Lemos de Lemos - Strategic Marketing
Gosta de gente e se interessa pela maneira como pessoas sentem, pensam e tomam decisões. Entendendo necessidades (expressas e latentes), mete-se a criar soluções para melhorar o estado geral das coisas. Esteve em grandes empresas como a Unilever, construindo marcas como Dove e Omo, mas startups ganharam espaço importante nos últimos 10 anos, a ponto de levá-la à Aceleradora Global de Inovação da Nestlé na Suíça e torná-la uma investidora pessoal e coach de negócios. Profissional independente, segue hoje na Suíça como consultora de Marketing Estratégico para C level e VCs, especialmente em teses da indústria de Food & Bev. Como qualquer pessoa com mais de 2 neurônios em tempos de metacrise, tem se deslocado cada vez mais do modelo de pensamento individual para o da construção coletiva e trans-contextual: aquilo que nos trouxe até aqui não nos levará até o próximo nível.

Sonhar é pra quem pode? O valor e o sentimento por trás do sonho no Brasil

O ato de sonhar, especialmente em um contexto de intensa desigualdade e instabilidade, é um tema central nesta conversa. Questionando se o sonho é um privilégio acessível apenas a poucos ou um motor indispensável para a transformação individual e coletiva, serão trazidas experiências em mobilizar comunidades ao redor de narrativas de futuro. O painel debaterá como a capacidade de imaginar e planejar futuros melhores é crucial para superar ciclos de pobreza e desesperança, explorando metodologias que democratizam a ambição e o planejamento. A discussão irá além da inspiração superficial, focando em como o sonho pode ser traduzido em ação prática, ativismo e inovação social, posicionando a imaginação não como uma fuga da realidade, mas sim como a mais urgente e necessária ferramenta de mudança estrutural no cenário brasileiro.